O PROFESSOR CONSTRUTOR DA DEMOCRACIA

  • Alfredo Vieira Instituto Superior de Ciências de Educação do Huambo
Palavras-chave: professor, sociedade, valores, democracia, construção

Resumo

Este trabalho tem como título “O professor, construtor da democracia”. Nele quis-se tocar no problema: o professor que é “educador da sociedade” assume diante da perspectiva actual também o papel de construtor do país que se quer democrático. Esta opção angolana de 1992, lançou as bases da construção de uma sociedade moderna, pois os Estados modernos normalmente se querem identificar com tal regime. Apontaram-se alguns traços do que se pensa caracterizarem um profissional da educação hoje e abordou-se, com realismo, a questão democracia. Fez-se uma alusão à perspectiva prescritiva (demos+kratos), com indicações que podem parecer “abstractas”, e demorou-se a analisar a perspectiva descritiva. Aprofundaram-se alguns indicativos da democracia que os especialistas dizem mostrar o seu “real”. Falou-se da educação e lembrou-se que é a base para se construir qualquer democracia, uma vez que não se pode fazer democracia com analfabetos. Mostrou-se que é o motor para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Lembrou-se que a democracia gera desenvolvimento, apesar de esta não ser uma equação totalmente perfeita, pois existem algumas excepções. Hoje vive-se na era dos direitos. Mostrou-se, também, como os direitos humanos são um bom indicativo para a democracia. A base da democracia é a criação de um ambiente de valorização concreta do homem. Nesta base se mostrou que a corrupção, mentira, falcatruas, enganos, falta de ética..., não podem fazer parte da democracia. A res publica(coisa pública) deve ser gerida na transparência. Enfim, mostrou-se que a liberdade que é o grande substracto da democracia é a essência da democracia hoje.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AMADO, W. (2007). Justiça social. In CEAST, III Semana Social Nacional. Justiça social (pp. 17-36). Luanda: Edição do Centro Cultural Mosaiko.

BOAVENTURA, J.F. (2013). Como pensar a formação dos professores em Angola. Casalserugo: Projecto Edizioni .

BOBBIO, N. (1995). Il futuro della democrazia. Torino: Einaudi.

BUONOMO, V. (1997). I diritti umani nelle relazioni internazionali. La normativa e la prassi delle Nazione Unite. Mursia: Pontificia Università Lateranense.

COMPAGNONI, F. (1995). I diritti dell’uomo. Genesi, storia e impegno cristiano, S. Paolo: Cinisello.

CONCÍLIO VATICANO II (2000). Constituição Apostólica Gaudium et Spes. In Compêndio do Vaticano II, Constituições. Decretos. Declarações (29ª ed.). Petrópolis: Vozes.

CONCILIO VATICANO II (2000). Declaração Conciliar Dignitatis Humanae. In Compêndio do Vaticano II, Constituições. Decretos. Declarações (29ª ed.). Petrópolis: Vozes.

DAHL, R. A. (1981). Poliarchia. Partecipazione e opposizione nei sistemi politici. Milano: Franco Angeli.

DE MARCHI, B. (1994). Insegnante. In Demarchi, F., Ellena, A. & Cattarinussi, B. (a cura di). Nuovo Dizionario di Sociologia. (3ª ed. pp. 1049-1056). Torino: San Paolo.

DELORS, J. (1997). Nell’educazioneuntesoro. Roma: Armando Editore.

FREIRE, P. (2006). A importância do acto de ler. (48ª ed.). São Paulo: Cortez.

FUKUYAMA, F. (2006). A construção de Estados. Governação e ordem mundial no século XXI. lx: Gradiva.

HELD, D. (2007). Modelli do democrazia. (3ª ed.). Bologna: Il Mulino.

HENKIN, L. (1993). Diritti dell’uomo. In Enciclopedia delle scienze sociali. (vol 3). Roma: Istituto della Enciclopedia Italiana.

HUNTINGTON, S.P. (2000). Vinte anos depois: o futuro da terceira vaga. In Espada, J.C. (Coord). A invenção democrática. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, Fundação Mário Soares.

JAY, A. (1999). Dictionary of political quotations. Oxford: Oxford University Press.

KELSEN, H. (2010). La democrazia. Bologna: Il Mulino: Bologna.

LIBÂNEO, J.C. (2014). Democratização da escola pública. A pedagogia crítico-social dos conteúdos. (28ª ed.). São Paulo: Loyola.

LO PRESTI, A. (2010). La libertà e la possibilità: le promesse della partecipazione. In Ropelato, D. (ed), Democrazia inteligente: La partecipazione: attori e processi. Roma: Città Nuova.

LO GRANDE, G.; MION, R. (2017). Sociologia dell’educazione. Roma: PUS.

MEKSENAS, P. (2015). Sociologia da Educação: Introdução ao estudo da escola no processo de transformação social. (17ª ed.). São Paulo: Loyola.

NANNI, C. (2008). Educazione. In Prellezo, J.M. (Coord), Malizia, G. & Nanni, C. (a cura di). Dizionario di scienze dell’Educazione. (2ª ed.). Roma: LAS.

NGULA, A. (2003). A escolarização em África. Das grandes ilusões à pedagogia do projecto. Roma: Edizioni Vivere in.

PERRENOUD, Ph. (2002). A escola e a aprendizagem da democracia. Porto: ASA.

PONTIFICIO CONSIGLIO DELLA GIUSTIZIA E DELLA PACE. (2010). Compendio della dotrina sociale della Chiesa. Vaticano: LEV.

REPÚBLICA DE ANGOLA. (2010). Constituição da República de Angola – 2010. Luanda: Imprensa Nacional.

SACHS, W. (ed.). 2000. Dizionario dello sviluppo. Torino: EGA.

SARTORI, G. (2000). Democrazia: cosa è. (5ª ed.). Milano: BUR 2000.

SARTORI, G. (2010). La democrazia in trenta lezioni. Milano: Mondadori.

SANTOS B. de S. (2003). Um discurso sobre as ciências. (14ª ed.). Porto: Edições Afrontamento.

TATI, R. (1998). A crise africana e o processo de democratização em África. Pertinência e implicações ético-antropológicas (Dissertatio ad doctoratum). Roma: Academia Alfonseana.

VAN-DÚNEM, F.J. de F. (2003). Político e transparência. Verdade e política. In CEAST, II Semana social nacional. O cidadão e a política. (pp. 95-110). Luanda: Edição do Centro Cultural Mosaiko.
Publicado
2018-09-18
Como Citar
Vieira, A. (2018). O PROFESSOR CONSTRUTOR DA DEMOCRACIA. Revista Órbita Pedagógica. ISSN 2409-0131, 5(2), 97-108. Obtido de http://revista.isced-hbo.ed.ao/rop/index.php/ROP/article/view/172
Secção
Artigos